domingo, 17 de outubro de 2010

Livro de cabeceira

Eu, Maria Ninguém, sou um livro. Obra inacabada, difícil de digerir. Não é fácil ser livro, quando se é pessoa. Entre eu e todos os outros, há entrelinhas e milhares de inferências mal feitas (ou não feitas). Não pense em mim como uma puta descontrolada – o que pensaria de uma pessoa como eu. Mas, veja a minha poesia – sem rima, sem métrica, quase prosa. Porque quando deixei seu pau entrar em mim, deslizando suavemente, recebi você em minha vida, como uma linda metáfora do nada sobre o real.