Repressão
Eu. Eu ainda espero pelo tempo em que não precisarei mais disso. Quanto desejo vou ter que reprimir para parecer decente? Quanta vontade será imediatamente rejeitada por um mundo mais justo? Eu confesso, meu bem. Sou criminosa. Desejei e deixei ser desejada. Senti os arrepios e meu sangue fluía para uma parte do meu corpo – aquela parte que tantos querem. Mas, eu sou decente, eu sou justa, eu durmo o sono dos inocentes, enquanto o mundo lá fora caminha em direção ao real.