Às vezes sou tanto que me escapa das mãos o controle. De exato em mim, somente o inconstante. De muito mudo, de muito insisto em continuar. Seja doce, seja amargo, insisto. Conheço-me ao ponto de saber quando já não devo mais me encarar. Passo dias inerte no conforto que é não lembrar de mim.
Quanto mais a boca cala, mais a alma fala. Estou em constante movimento.
De carne, ossos, desejos, falhas, ausências, transbordamentos, relevos, excessos, medos, amores, olhares, desamores, nitidez,
mistérios, saudades. Tudo em mim é infinito enquanto dura