segunda-feira, 8 de março de 2010

Quando amo sou como plástico acerca do fogo: contorço, perco a forma, derreto. Me adéquo à aquele ser, como se o que carrego fosse dividido em outro corpo, como se o amor fosse capaz de unificar, transcender. Então, saio não somente como a mulher e seu sexo, mas sim como ser vivente. E vivo. Bebo até o último gole. Assim como morro, também tenho sede. Me amar, então, seria uma entrega e um recebimento, um afrontamento para o outro. Uma possibilidade escassa de acontecer. É tudo demasiado.
Enquanto carrego todo meu excesso, também muito me falta. É por isso que amanheço, planejo, espero: acredito no amor. Cru, virgem, inviolável. Como se fosse uma inquietação provável de me aquietar. É o que me mata, mas também o que me revive.