não precisa se preocupar. é dentro de mim. é o modo que eu aprendi a lidar com a confusão que é a minha cabeça. meu cérebro funciona mais evidente que meu coração. eu racionalizo tudo. a razão me mata, mas me persegue. e eu não incomodo ninguém sendo assim. eu simplesmente me resolvo e dou o resultado. você nunca vai precisar ficar sabendo de todo o trabalho que eu tive pra chegar nesse resultado.
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Eu não posso organizar pensamentos, mas posso escrevê-los, desconexos, em folhas de papel.
Eu posso traduzi-los em palavras e tornar mais humana minha eterna dúvida, escrever um texto que alcance a dor alheia.
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Você sabia melhor que eu do que eu precisava. Eu não sabia que você fazia meu tipo. Antes de você, eu nem sabia que eu tinha um tipo. Eu não sabia que eu gostava de beijo longo e proteção. Não sabia sorrir tímida sem me sentir pequena demais, estranha demais.
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Eu escrevo para mudar o conceito de escrita. Eu escrevo pela falta de conceitos.
Eu não quero escrever por me sentir pequena demais, não tenho razões. Tenho impulsos que me levam a gastar canetas no lugar de lágrimas e papel ao invés de sofrimento.
Eu gosto da magia de descrever o que os olhos fogem da obrigação de dizer.
Escrever aproxima do céu.
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Thais tem 5 letras e 5 sonhos guardados na gaveta, como quem está só esperando virar o mundo pra virar o jogo.
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Hoje eu adoro falar. E falo demais, sobre todos os assuntos. Principalmente quando não devo, quando não querem. Só depois eu vou lembrar que devo ter falado besteira. Mas não ligo, não. Falo mesmo, me contradigo.
Amanhã... Amanhã sou tímida demais pra falar qualquer coisa. Não tenho assunto, sabe como é. Prefiro ficar quieta. Faz bem perceber que minha opinião não teria encaixado bem no momento. É, melhor ficar no meu canto.
Eu, diferente? Loucura da sua cabeça. Eu tô igualzinha, querido, só não tô a fim de falar.
Verônica H.