quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu já escrevi por obrigação, por instinto, por vontades sem explicação, por necessidade, por curiosidade, por simplesmente não ter o que fazer. Hoje eu escrevo para contar o tamanho do estrago que você fez na minha vida.
Tudo estava consideravelmente bem. Apesar de ser imcompleta em todos os sentidos, eu sabia lidar com isso. Então você apareceu, mostrou seu egoísmo, expos suas armas num arsenal infindável de maldades e, por fim, me deixou só. Não me deixou nenhum ombro amigo pra chorar mágoas passageiras ou tristezas eternas.

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Sabe, eu brigo com o espelho toda manhã. Eu mal consigo formular palavras a desconhecidos. Eu nem mesmo acredito na minha capacidade de marcar a vida de quem eu conheço. Meu complexo de inferioridade já me fez perder noites e noites de sono à procura de respostas para medos ridículos, muitas vezes inexistentes.

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O tempo desce correndo as escadas e eu ainda subo tentando quebrar a correnteza.

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Eu queria que você soubesse tudo sobre meu signo e sobre me fazer feliz.

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Eu sinto você voltando a cada recaída. É como se bastasse me ver livre de um problema pra encontrar um novo você.

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O problema é ficar completamente no escuro. Você ficou incomunicável e esqueceu de deixar um manual de instruções sobre como viver sozinha depois de te conhecer.

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Dormir não é suficiente. Eu não estou cansada de ver. Estou cansada de enxergar.

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Ela não sabe se ama demais ou se odeia demais. Só sabe que é demais, e faz disso todo o seu mundo.

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Chega de ilusão por carinho. Se depois não for nada disso, que pés vão me segurar na queda?

Verônica H.