O moço fumava pacientemente ao lado da placa de 'vire à esquerda' no número 275 da Mateus Leme. Escolheu aquele espaço da calçada porque o sol, àquela hora do dia, inclinava-se de forma a deixar apenas sua cabeça sob a sombra – também achou as camisas bonitas na vitrine. A moça vem devagar, remexendo os quadris no vestido de flores. Estende os braços e entrega a encomenda. Com a mão desocupada, ele pega os livros. Acena com a cabeça e lá se vai o único laço que os unia: empréstimos.