Pois queríamos ser épicos, heróicos, românticos, descabelados, suicidas, porque era duro lá fora fingir que éramos pessoas como as outras
...
Estou cada vez mais bossa-nova, espiritualmente sentado num banquinho, com o violão no colo
...
Sofre horrores, mas continua do bem, sempre inventando histórias com final feliz
...
Não estou fazendo nada errado só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas
...
Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor, chegue mais perto
...
Ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos, melosos, piegas bregas, românticos, pueris, banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagall que Van Gogh, mais Jarmusch que Win Wenders
...
As coisas e as pessoas que fazem parte da minha vida vão aos poucos entrando em mim, depois de algum tempo já não sei dizer o que é meu e o que é delas. Mesmo assim, bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto
C.F
C.F