Não que eu não seja um egocêntrico, sou, e imensamente, mesmo por jamais conheci alguém interessante que não se pensasse o centro único e absoluto á sua volta.
Nem por isso deixando de ser o grande merda que todos nós somos, eu particularmente. E digo isto sem a menor intenção de perfazer algum personagem peculiar, como aquele que envelhece ciente e envaidecido da própria condição ridícula.
Não; nada em mim, acreditem, assemelha-se a vaiddade. Não hoje, não mais. Efirmo que sou um grande merda para ser exato em meu currículo. E se estendo essa designaçao a toda humanidade é por que foi isso que o tempo me ensinou. Até acredito que existam homens por aí que se orgulhem de si mesmos com o passar dos anos ; os que acumulam glórias no papel, todas bem guardadas em gavetas bem trancadas, junto com os números das contas em paraísos fiscais e as despesas com filhos, e com filhos bastardos, e mantaes, e genros inúteis, e netos drogados. Homens vaidosos do caos que regem.
eu ? eu sou o exato inverso disso - declaração novamente desprovida de qualquer fatuidade.
nunca, contudo, cruzei com um adversário que pudesse disputar uma partida de desncanto comigo.
outra sõa vã, mas repito : não contem com isso. sei tudo sobre mim, ou tudo o que dá para saber sobre mim, já que penso só em mim há vários anos, e posso testemunhar que, se galo de mim tanto ssim é porque, apesar de cínico, sou covarde.
A paixão é incerta, não aceitando o estabelecido. O amor, pior, engana, garantindo que poderá ser estável e infinito. E o ódio, rapaz, esse é sempre enterno.
Portanto, quem é que não ama, não se apaixona, não odeia? Os covardes? Com certeza. Os covardes, entretanto, sábios.
Ninguém no mundo brincou de jogar dardos no próprio peito feito eu, como fiz minha vida inteira, desde o princípio.
F.Y